Artesp se reuniu com Alstom para discutir aquisição de 23 trens novos para as linhas 11, 12 e 13
Compromisso apareceu em agenda do diretor da agência, André Isper, que teria ocorrido nesta sexta-feira, 12. Concessão dos ramais à Trivia Trens não previa compra de material rodante
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) realizou nesta sexta-feira, 12, uma reunião com representantes das fabricante Alstom para tratar da aquisição de 23 novos trens destinados às linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.
O encontro consta na agenda pública do diretor-presidente da agência, André Isper Rodrigues Barnabé. Segundo o registro, a pauta foi o “Projeto de aquisição de 23 trens (Linhas 11, 12 e 13)”.
Os três ramais hoje sob responsabilidade da CPTM serão transferidos para a concessionária Trivia Trens a partir de julho. Os detalhes do que foi discutido na reunião que durou uma hora não foram divulgados. A agência, no entanto, pode estar em meio à prospecção de informações sobre a produção do material rodante a fim de servir como base para um aditivo contratual na concessão.
O compromisso chama atenção porque o contrato de concessão das linhas 11, 12 e 13 não previa originalmente a compra de novos trens. A frota da futura concessionária seria composta por material rodante já existente e transferido pela CPTM. Por isso entende-se que o governo do estado deva bancar a encomenda ou, então, alterar o contrato para que a Trivia faça a aquisição mediante reequilíbrio financeiro.
Reunião da Artesp para tratar de 23 novos trens (Reprodução)
18 trens da Série 8500 na Linha 10
A reunião ocorre poucos dias após o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Michael Cerqueira, revelar ao MetrôCPTM que 18 trens da Série 8500 permanecerão em definitivo na Linha 10-Turquesa.
Inicialmente, as 35 composições da Série 8500 eram consideradas parte da frota que poderia atender a nova concessionária. No entanto, após críticas de prefeitos e lideranças do ABC Paulista à substituição dos trens mais modernos por modelos mais antigos, o governo estadual decidiu manter parte dessas unidades na Linha 10.
Segundo Cerqueira, a decisão foi discutida entre a CPTM, a Trivia Trens e a própria Artesp. Com isso, os trens das séries 7000 e 7500 deverão assumir maior protagonismo nas linhas 11, 12 e 13.
Embora a agenda pública não detalhe o estágio do projeto, a menção à aquisição de 23 novos trens sugere uma possível revisão do planejamento original da concessão.
Caso a compra seja confirmada, a medida poderá ter reflexos também em outro projeto ferroviário em desenvolvimento pelo governo paulista. A futura concessão do lote ABC-Guarulhos prevê a operação da Linha 10-Turquesa e da Linha 14-Ônix, além da aquisição de novos trens pela concessionária vencedora.
Nota do editor: a empresa Sacyr aparece na reunião mas, segundo esclarecimento da empresa a este site, tratou de outro assunto com a Artesp, relacionado ao TIC Sorocaba. O texto foi corrigido.

Esse governo é uma mãe, mesmo. Nem obrigatoriedade de comprar novos trens a concessionária tem. Lá vai o governo comprar trens novos com o nosso dinheiro pra concessionária operar.
Eis que o governo do estado admite que as frotas mais antigas da CPTM estão em más condições de conservação, por isso que o ABC rejeitou a Série 2070 e os passageiros das Linhas 8 e 9 receberam 24 trens das Séries 7000 e 7500 em condições precárias de conservação.
Mas se os trens estão assim, é sinal de que a estatal não está fazendo sua parte como deveria.
Eu acho que não, ando nas linhas da CPTM e da Metrô e tenho a impressão que os trens nas mãos da CPTM estavam mais bem cuidados e funcionais que nas mãos da Metrô. O pessoal do ABC que tá certo e não deixa de reclamar, no caso, não é o trem que é ruim ou velho, é o modelo que não tem passagem aberta entre os carros e as portas são menores, a frota 8500 já tá muito bem estabilizada na linha 10.
Que malabarismo para defender empresa privada ter privilégio…
Patético
se os 2070 estão em más condições, o que dirá dos 7000 que ficaram com a desmotiva e dos 8900…
Segundo a CPTM, 24 trens das séries 7000 e 7500 foram repassados para a concessionária sem condições de uso, com a revisão F atrasada.
A Série 8900 está circulando normalmente nas linhas 8 e 9.
ramos, e pq a concessionária não faz a revisão? a culpa é exclusivamente da motiva?
e outra, vira e mexe tem 8900 e 7000 com portas inoperantes…
Eis que é ano eleitoral e não pega bem perder voto dos cidadãos do ABC, especialmente quando você se elege prometendo metrô e em 4 anos não fez porcaria nenhuma para resolver nem o caso Metra, que é um corredor de ônibus 😏🙃
Mais fácil comprar trem novo, ninguém vai atrás do reequilíbrio econômico-financeiro a bilionário a favor da concessionária e ainda garante voto da ZL. Mas na tua cabeça de hater tudo é culpa da CPTM, ainda que indiretamente
Para defender a estatal ineficiente vale até repetir comentário…Kkkkk
A fixação com a CPTM é tão grande que você leu DUAS VEZES o meu comentário e concluiu que é automaticamente uma defesa da estatal kkkkkkk
E, sim, é “ineficiente”, pois recebe menos dinheiro público da tarifa, depende de boa vontade do governo da vez para liberar recursos e iniciar/ concluir suas obras. Não é como se o governo pagasse R$ 1,5 BILHÃO por ano só para operação, ou gastasse R$ 14 BILHÕES nas obras igual faz com as concessionárias novas, sabe 😏
Eis que é ano eleitoral e não pega bem perder voto dos cidadãos do ABC, especialmente quando você se elege prometendo metrô e em 4 anos não fez porcaria nenhuma para resolver nem o caso Metra, que é um corredor de ônibus 😏🙃
Mais fácil comprar trem novo, ninguém vai atrás do reequilíbrio econômico-financeiro a bilionário a favor da concessionária e ainda garante voto da ZL. Mas na tua cabeça de hater tudo é culpa da CPTM
Mas isso é fruto das reclamações da linha 10 ou vcs acham que a concessionária aceitaria ficar com trens mais antigos de graça ou que as linhas da zona leste não podem recebem trens novos. Se os passageiros da linha 10 n tivessem reclamado nada disso estaria acontecendo.
Engraçado que pra linha 8 nada né, essa vai continuar com frota 7000 que veio usada de todas as outras linhas e está caindo aos pedaços. Governo péssimo
me chame de chato, mas ou você errou a linha, ou tá ignorando que a L8 é da CCR Motiva.
E de fato a 7000 na mão da linha tá um horror. Portas isoladas e fechadas, vandalizadas (isso é culpa de itapeviense…), enfim.
N tem nada de culpa de itapeviense não, todos os trens na mão da viamobilidade estão com o mesmo problema, não se esqueça dos episódios de descarrilamento constantes, trem novo operando com porta inoperante em linhas que tem mtos trens sobrando, ambas as linhas nunca passaram de 20 trens operando simultaneamente pra uma frota de 55 trens, não há desculpa pra defender a falta de zeladoria da viamobilidade com esses trens
Rapaz, se tenho uma desculpa para xingar Itapevi e itapeviense eu xingo (sou da cidade, infelizmente).
E quando coloquei a culpa neles, vou explicar porquê. Ontem pegando o trem em Amador, vi uma tela interna do 7000 quebrada. Não tinha visto antes. Quem vandaliza também tem culpa. Se bobearem, daqui a pouco pixam que nem na época do Toshiba, pq a cidade tem muito pixador, e como sabem, pixadores são ligados ao PCC e Bolsonaro, ambos criminosos para cara**o. (E sim, sei que este comentário será negativado por esta frase.).
Mas como você bem põe também, “não há desculpas para defender a falta de zeladoria”. A L8 em si tá ficando pior a cada dia. Voltou uma biqueira de droga em Carapicuíba na beira da linha do trem, para se ter uma ideia.
A CCR fez parte da obrigação dela fazendo a conclusão de algumas obras. Mas não tá cuidando tão bem e tem pouca gente para um sistema tão grande de trens.
Algo não bate. 18 trens foram retirados do contrato original, por que exatamente será comprado mais 5 trens novos além dos 18?
Os 2070 não são da Trivia e além disso a empresa receberá os 7500 como adicionais.
Provavelmente para compensação de ativos, uma vez que terão que ficar trens mais antigos que não estão em contrato, que não passaram por revisão. Não é simplesmente so comprar quantidade de exata tem que haver compensação.
Continua não fazendo sentido… Os 7500 não são trens antigos e possuem a mesmíssima tecnologia que os 7000, frota pertencente da Trivia.
A concessionária ficará com excedente de trens e não se justificará mais ativos, a não ser que estejam planejando a aposentadoria dos 7500.
A vida útil de um trem é de 30 anos.
Eis o fim da vida útil das frotas do trem metropolitano:
– Série 2070 = 2038 = 6 trens
– Série 7000 = 2041 = 38 trens
– Série 7500 = 2042 = 8 trens
– Série 9000 = 2042 = 9 trens
– Série 8000 = 2043 = 35 trens
– Série 8500 = 2047 = 35 trens
– Série 9500 = 2049 = 30 trens
– Série 2500 = 2050 = 8 trens
– Série 8900 = 2054 = 36 trens
É um tanto óbvio que a Série 2070 será aposentada em 2038 por ser uma frota pequena e pela pressão das multinacionais pela compra de trens novos ao invés de reformas dos trens existentes (mas o Brasil sempre teve uma tradição de décadas em boas reformas que prolongaram a vida útil de trens).
E na década de 2040 o estado ou as concessionárias serão obrigadas a adquirir 163 novos trens para substituir as séries acima.
A aposentaria precoce das Séries 2000 e 3000 prejudicou a operação do trem metropolitano.
Além disso, um estudo da própria CPTM indica que o ideal para a rede era ter 284 trens (em um cenário com todas as linhas tenham 3 minutos de intervalo nos picos). Hoje a frota de trens tem uns 205 trens (se muito).
Com a compra de 23 trens, poderão baixar antecipadamente a Série 2070 (que alcançará 30 anos em 2038).
Resumindo, se ninguém tivesse feito nada, a Linha 10 ficaria um tempo com 2070, 7000 e 7500 mas posteriormente receberiam Trens Novos 0km. Porém, os passageiros e políticos da Linha 10 fizeram tanto auê pra manterem os 8500 e agora quem vai receber Trens Novos é a Trivia, e vão receber a mais ainda. Parabéns aos envolvidos.
Não vejo como problema SE os trens forem pagos pela concessionária. Se o trem for pago pelo Estado, só dar um aperto e condicionar o trem novo ao seguinte fato: se a concessão for de qualquer forma dissolvida, o trem é do Estado sem ônus ao mesmo, e nem sob condição de pagamento a concessionária.
L8 acho que foi assim
Isso já é certo, são parcerias público-privadas então vencendo o contrato de concessão, sem renovação, as Linhas, os Trens e todo o patrimônio voltam ao controle do Estado. Nenhuma Linha foi ou será vendida de fato, todas ainda são do Governo.
Virtualmente ainda pertencem ao Estado, mas depois de 3 décadas sem know-how de operação e manutenção, o Estado não fixa um parafuso num dormente nem abre a porta certa mais. Torna-se refém de empresa privada, igual ao RJ com a Supervia, SP com Enel (o mesmo caminho com a Sabesp futuramente) etc., porque romper o contrato resulta em multa pesada, reinvestir em infraestrutura é ainda mais caro e esse tipo de conhecimento não é reconstruído em um mandato de 4 anos…
No fim o governo acabou fazendo o que queria, vai dar trens novos para a trivia. Tudo por causa do diário do grande ABC e dos deputados estaduais da região…
No fim a CPTM sucateou precocemente a série 2000 e deixou a Frota da Zona Leste desfalcada.
Ao menos a Trivia não vai ter do que reclamar tal como a Motiva reclamou quando cederam parte dos trens para a mesma. Vamos ver o desenrolar.
A compra de novos trens pelo Estado iria acontecer de qualquer forma, pois imaginem como viabilizar de forma atrativa a concessão da linha 10 com os “sucateados” que restariam na linha…
Bom empresário faz dinheiro com o que tem na mão. Na Europa usam composições de mais de 30 anos, algumas reformadas outras não (só feito o básico – que é manutenção de segurança). Se o trem acelerar e freia com segurança e tiver lugar para sentar, é o que importa.
O governo vai comprar trem pra dar pra concessionária? Só mais um capítulo do pacote de bondades dessa concessão, que já inclue:
*pagar o capex de R$ 14 bilhões das obras (70% de aporte estatal + ressarcimento dos 30% gastos pela concessionária)
* pagar R$ 1,5 BILHÃO anualmente, por 25 anos, pela operação (escandalosos R$ 37,5 BILHÕES)
* determinar que as expansões norte (Bonsucesso) e sul (Mooca) da linha 13 sejam desobrigatória;
* suprimir estação em bairro populoso etc.
Agora a questão importante aqui que nunca entendi:
A linha 7, sozinha, possui 33 trens.
Numa conta de padaria, as linhas 11 e 12 precisariam de 66, o dobro (não são 99 porque 13 opera de hora em hora no expresso e com intervalos de 30 min. normalmente, de modo que sua frota própria de 8 trens dão conta da demanda baixa que não vai aumentar em médio/ longo prazo porque a linha divide trilhos com as linhas 11 e 12 em um trecho imenso).
Então por qual motivo a concessionária precisava de uma frota de 100 trens? 🤔