Empresas estrangeiras ficaram perto de participar do leilão das linhas 11, 12 e 13

Riscos associados à operação e complexidade na formulação de propostas acabaram sendo decisivos na ausência da players do exterior
Sistema operado pela Keolis (Roel Hemkes)
Sistema operado pela Keolis (Roel Hemkes)

O leilão das linhas 11, 12 e 13 foi permeado por expectativas de entrada de novas empresas no setor ferroviário, principalmente proponentes estrangeiras. Mas, como tem sido comum, apenas grupos nacionais participaram do certame.

O site esteve presencialmente no leilão do dia 28 de março e obteve informações de bastidores que indicam que empresas estrangeiras de fato estavam interessadas na concessão, mas que por motivos diversos decidiram não entrar no certame.

Ao menos dois consórcios internacionais estudaram profundamente o Lote Alto Tietê. Um deles era formado pelas empresas europeias Webuild, Sacyr e Keolis. As duas primeiras são construtoras e a terceira uma operadora de sistemas de transporte.

Reunião do GESP com investidores em Paris (GESP)
Reunião do GESP com investidores em Paris (GESP)

Este primeiro consórcio chegou a estudar o projeto. As empresas solicitaram mais tempo para se aprofundarem nos detalhes da concessão, o que gerou inclusive a possibilidade de adiamento do leilão, algo que, como se sabe, não ocorreu.

Participação vetada

O segundo consórcio que também estudou as linhas do Lote Alto Tietê foi o formado pela Transdev e o Banco BTG. Este grupo chegou a formalizar internamente uma proposta ao leilão, mas a decisão final foi vetada pela alta administração de uma das empresas.

Mesmo entre as participantes que enviaram propostas ao leilão, CCR e Comporte, existiu certo estranhamento e dúvida pela ausência de parceiros estratégicos.

No caso do Grupo Comporte, que tem uma firme parceria com os chineses, a ausência de um parceiro do exterior se deve às características da concessão que não foram tão atraentes.

Sistema de Quito operado pela Transdev (Emilio Mondragón)
Sistema de Quito operado pela Transdev (Emilio Mondragón)

Apesar de uma modelagem econômica bastante favorável ao setor privado, os riscos inerentes à operação, vícios ocultos e as complexidades socioeconômicas fazem com que os projetos encontrem resistência aos parceiros no exterior.

Um dos temores, externado em questionamentos do setor privado, está na capacidade do governo do estado honrar os compromissos com investimentos robustos, uma vez que será o governo que deverá arcar com volumes vultosos de obras.

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