O projeto do Trem Intercidades Eixo Norte trará a reativação das primeiras estações no interior do estado que, ao contrário dos tempos que ainda funcionavam, contarão com uma estrutura arrojada e acessível, mas sem ferir o patrimônio tombado.
Primeira parada após Jundiaí, a estação de Louveira será revitalizada e adequada para receber novamente os trens de passageiros.
A estação de Louveira é tombada pelo patrimônio histórico e foi reformada pela prefeitura local. A sua inserção no território é uma questão importante para possibilitar a circulação dos trens do TIC e do TIM com total segurança.
Atualmente nas proximidades da estação existe uma passagem em nível e travessias para pedestres. Ambas as estruturas deverão ser fechadas e substituídas por soluções que possibilitem a segregação do tráfego rodoviário do ferroviário.
Atualmente a estação de Louveira possui plataformas laterais que serão mantidas e utilizadas apenas pelo serviço do Trem Intermetropolitano que ligará a cidade de Campinas até Francisco Morato parando em todas as estações intermediárias. O leito da via deverá ser rebaixado em cerca de 70 cm. Essa mudança se justifica pela compatibilização do gabarito dos trens que circularão futuramente por esta estação.
Para equacionar as restrições impostas pela passagem em nível, a solução proposta é a de construir um novo viaduto rodoviário. Estima-se que, num cenário positivo, os trens do TIC e do TIM possam circular quando a nova obra de arte estiver em condições operacionais, segregando o tráfego de carros.
Essa alternativa requer articulação com a prefeitura de Louveira, uma vez que desapropriações poderão se tornar necessárias a fim de viabilizar a implantação desta melhoria. Em caso de descompasso de cronograma, poderá ser adotada a revitalização da passagem em nível com itens e sinalização específica que ofereçam prioridade para os trens que circulam pela região.
Cabe ressaltar que os trens expressos do TIC vão compartilhar as vias do TIM, enquanto o tráfego de trens de carga deverá ser completamente segregado. Dessa forma tanto o serviço parador como o serviço expresso poderão ganhar maior dinamismo.
Para minimizar o impacto à gare, que também é uma estrutura tombada, a estação receberá novos acessos. Uma passarela será construída com as entradas pela Avenida Vereador Geraldo Dias e pela Rua 21 de Março. A passarela contará com escadas fixas e elevadores que proporcionarão total acessibilidade.
Na região central da passarela estará localizado o mezanino que contará com SSO, bilheteria e linhas de bloqueios. Na área paga da estação os passageiros poderão se deslocar para as plataformas através de elevadores e de escadas fixas.
A edificação existente atualmente poderá continuar com seu uso atual e, caso necessário, poderá ser parcialmente utilizada pelos funcionários da nova concessionária. Equipamentos de apoio de grande porte poderão ser colocados junto ao acesso da estação em área que esteja dentro da faixa de domínio.
O site está elaborando uma série de matérias sobre as reformulações das estações da Linha 7-Rubi e das novas estações do Trem Intermetropolitano. Você pode acessar nossos artigos nos links abaixo:
- Ampliação da estação Palmeiras-Barra Funda
- Reconstrução da estação Água Branca
- Unificação da estação Lapa
- Reconstrução da estação Piqueri
- Acessibilidade da estação Pirituba
- Novas plataformas na estação Vila Clarice
- Reconstrução da estação Jaraguá
- Túnel de acesso na estação Perus
- Nova estação de Caieiras
- Reconstrução do acesso da estação Franco da Rocha
- Ampliação da estação Baltazar Fidélis
- Ampliação da estação Francisco Morato
- Ampliação da estação Botujuru
- Nova estação de Campo Limpo Paulista
- Ampliação da estação Várzea Paulista
- Ampliação da estação Jundiaí
Sempre fiquei me perguntando o motivo de não ter uma linha que liga campinas a são Paulo