Estação que faz parte da extensão da Linha 2-Verde entre Penha e Dutra, em Guarulhos, Ponte Grande teve a licitação suspensa pelo Metrô após recurso administrativo interposto por um dos consórcios derrotados.
Formado pelas empresas Engibras, Sacyr e S/A Paulista, o Consórcio ESS CML2 alega que a vencedora do certame, CRASA-Ghella, não está em acordo com as regras do edital.
Segundo o documento que contesta a seleção pelo Metrô, a CRASA teria como administrador de fato Cid José Andrelucci, que é apontado como representante da CR Almeida, empresa que foi considerada inidônea pelo município de São Paulo e a União.
O ESS CML2 também afirma que a CRASA não divulgou seus atos e demonstrações financeiras em jornal de grande circulação, o que não atenderia a Lei nº 6.406/76.

Obra deve durar cinco anos
A licitação de projeto executivo e obras civis da estação Ponte Grande acabou sendo lançada apenas nos últimos meses. Ela não estava incluída nas licitações lançadas pelo Metrô em 2013.
A concorrência teve a participação de oito grupos e o consórcio CRASA-GHELLA fez a proposta mais baixa, de R$ 405 milhões.
O ESS CML2, por sua vez, ficou em 4º lugar, atrás ainda da Constra Infraestrutura e Construções (R$ 448,4 milhões) e Heleno e Fonseca Construtécnica (R$ 458 milhões).
Portanto, mesmo que o CRASA-GHELLA venha a ser desclassificado, a reclamante não será automaticamente escolhida.
