Linha 3 do Metrô do Rio terá novo estudo apresentado nesta segunda-feira, 1º de junho

Responsável pelo Projeto Prisma-RJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro mostrará dados de traçados, demanda e viabilidade do ramal entre Niterói, São Gonçalo e Itaboraí

Linha 3 do Metrô do Rio deve ligar Niterói, São Gonçalo e Itaboraí à capital
Linha 3 do Metrô do Rio deve ligar Niterói, São Gonçalo e Itaboraí à capital (Imagem gerada por IA para fins ilustrativos)

A futura Linha 3 do Metrô do Rio de Janeiro volta ao centro das discussões nesta segunda-feira, 1º de junho, quando a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresentará os resultados mais recentes do Projeto Prisma-RJ, que reúne estudos voltados à implantação do ramal entre Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.

O encontro será realizado no Windsor Florida Hotel, no Flamengo, e marca um ano do lançamento oficial do projeto. A programação prevê a participação de representantes dos governos municipal, estadual e federal.

A Linha 3 é considerada uma das obras de mobilidade mais aguardadas do estado do Rio de Janeiro. Defendida há décadas por sucessivos governos, a ligação metroviária com o Leste Fluminense nunca avançou além dos estudos preliminares, apesar da forte demanda de deslocamentos entre São Gonçalo, Niterói e a capital.

O Projeto Prisma-RJ busca justamente preencher essa lacuna técnica. Coordenado pelo professor Rômulo Orrico, da Coppe/UFRJ, o trabalho envolve modelagem de transportes, análises urbanas, estudos operacionais e avaliações sobre a infraestrutura necessária para viabilizar a futura linha.

Metrô do Rio de Janeiro

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Segundo a universidade, os pesquisadores já concluíram etapas como a consolidação de bases de dados socioeconômicos e urbanos, pesquisas de campo, entrevistas, oficinas de participação social e diagnósticos regulatórios e operacionais.

A equipe também trabalha em simulações da futura rede de transportes, estudos de demanda, definição de possíveis traçados e concepções preliminares das estações.

Os resultados deverão servir de base para futuras decisões sobre o empreendimento, incluindo a elaboração de anteprojetos, estimativas de custos e análises de viabilidade econômico-financeira.

Anúncio do projeto ocorreu em junho de 2025 (Coppe)

“Estamos estruturando uma base técnica robusta para apoiar decisões estratégicas sobre mobilidade metropolitana no Rio de Janeiro. A Linha 3 representa uma oportunidade histórica de integração regional, com impactos diretos sobre acessibilidade, desenvolvimento econômico e qualidade de vida da população”, afirmou Orrico à mídia local.

Embora ainda não exista definição sobre modelo de implantação ou fontes de financiamento, a retomada dos estudos é vista como um passo importante para um projeto que há décadas aparece em planos de expansão do metrô fluminense sem sair do papel.

A proposta mais conhecida prevê uma ligação subterrânea entre o centro do Rio e Niterói, cruzando a Baía de Guanabara. Após isso, um trecho até São Gonçalo e Itaboraí, atendendo uma das regiões mais populosas do estado que atualmente depende principalmente de ônibus e do transporte rodoviário para acessar a capital.

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FRANCISCO
FRANCISCO
13 horas atrás

Tinham que aproveitar e melhorar a limpeza, trens e estações imundas, um absurdo!!!!!!

Bruno Ventura
Bruno Ventura
10 horas atrás

O estado do Rio extinguiu a Companhia do Metropolitano do RJ e politizou demais a Secretaria de Transportes, perdendo quadros técnicos e dependendo sempre de consultorias externas, como essa da UFRJ. No fim, os projetos não avançam, não saem dos estudos preliminares, e o ciclo vicioso se mantém.

Ivo
Ivo
10 horas atrás
Responder para  Bruno Ventura

A Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro nunca realizou um único projeto, terceirizando tudo desde seu início. Diferente de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife, a estatal do Rio serviu apenas como cabide de emprego para militares durante todo o período da ditadura militar. Depois disso, falida, a estatal acabou esvaziada com a concessão do metrô em 1998.

Arthur
Arthur
4 minutos atrás
Responder para  Bruno Ventura

A RioTrilhos (Companhia de Transporte sobre Trilhos) e a Central (Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística) existem até hoje na estrutura do governo do estado. O que essas empresas fazem, pouca gente sabe. É como se o governo de SP privatizasse toda a operação de metrô e trens e parasse de fazer projetos, mas mantivesse a CMSP e a CPTM em sua estrutura.

Arthur
Arthur
23 segundos atrás
Responder para  Bruno Ventura

Mas sim, apesar de manter essas empresas na estrutura de governo, o estado do RJ hoje não tem condições técnicas de fazer seus próprios projetos. Nos últimos anos contrataram a CPTM pra fazer um projeto de recuperação da rede da SuperVia.

Marco Original
Marco Original
9 horas atrás

Em 1974, mesmo ano da abertura da Linha 1 – Azul em São Paulo, foi aberto o túnel submarino do metrô da Baía de São Francisco, ligando ela com Oakland, do outro lado do estuário.

1974. E eles tem muito terremoto ali na Califórnia.

2026 e ainda é projeto um túnel por debaixo da Guanabara.