Metrô dá luz verde para obras das estações Fernão Dias e Dutra além de pátio da Linha 2-Verde

Companhia assinou aditivos com consórcios que marcam início do projeto executivo para o final de abril
Projeção da plataforma da estação Dutra, da Linha 2-Verde
Projeção da plataforma da estação Dutra, da Linha 2-Verde (Tetra)

O Metrô de São Paulo assinou dois aditivos nesta segunda-feira, 31, que estabelecem o início das obras civis das estações Fernão Dias e Dutra além de via permanente e o Pátio Paulo Freire, na Linha 2-Verde.

Os dois contratos são de 2013 e estavam suspensos pela companhia enquanto não havia condições financeiras, jurídicas e técnicas para serem executados.

Com os aditivos, o Metrô estabeleceu um prazo máximo de 30 dias para emitir as primeiras ordens de serviço, que envolvem a elaboração dos projetos executivos, portanto, o final de abril.

Estação Fernão Dias (ex-Paulo Freire)

Pátio e via permanente

O primeiro aditivo foi assinado com o Consórcio Cetenco-Acciona-Agis e envolve o Lote 8, cujo escopo é construtir o Pátio Paulo Freire e via permanente.

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A empresa contratatada terá 30 meses para concluir o projeto executivo, o que significa uma data-limite de outubro de 2027, aproximadamente.

A vigência contratual, por outro lado, foi estendida até 25 de julho de 2030. Como ela é sempre maior que o prazo de execução dos serviços, entende-se que o pátio deverá ficar pronto até 2029.

A localização da estação Fernão Dias (ex-Paulo Freire) e do pátio Paulo Freire (CMSP)

Estação Fernão Dias oficializada

O outro contrato, para o Lote 7, inclui o trecho entre as estações Fernão Dias e Dutra com exceção de Ponte Grande (parte de outra licitação em andamento).

Antes apenas com a empresa Mendes Junior, que está em recuperação judicial, o lote passou a contar com a PowerChina International Group, criando assim o “Consórcio Construtor Metrô Linha 2 Verde Lote 7”.

As duas empresas já são sócias em outro lote da expansão da Linha 2-Verde, vale lembrar.

As alterações no contrato são similares, com previsão de ordem de serviço e entrega do projeto executivo nas mesmas condições do outro lote.

No entanto, a vigência contratual é mais longa, até 25 de janeiro de 2032.

Máquinas limpam o terreno da futura estação Penha de França (Reprodução)

Além disso, o Metrô oficializou a mudança do nome da antiga estação Paulo Freire para Fernão Dias. Revelado em 2023, o rebatismo provocou protestos e até ações na Justiça.

O trecho entre Penha e Dutra conta com cinco estações e um pátio e começou a sair do papel no mês passado, com a limpeza de terrenos da futura estação Penha de França.

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8 comments
  1. No “governo” de Farsísio de Entregas, um carniceiro e violento escravizador de indígenas do século XVII vence a disputa contra o educador que, no século XX, elaborou e implementou um método mundialmente reconhecido para extinguir o iletrismo de vastas parcelas pobres da população. Na batalha toponímica, a filiação ideológica do capitão turista do Morumbi ao lado nefasto e asqueroso da história não poderia surgir com mais cristalina transparência.

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    1. e antes que perguntem, o “motivo técnico” é o metrô escolher nomes mais conhecidos pela população. se o pessoal da região conhece esse pedaço como fernão dias, quer que façam o quê?

      e aliás, pq não mudam o nome pra “rodovia educador paulo freire”?

      1. Pq a rodovia é estadual e a avenida é municipal, na vdd o erro tá na população de reconhecer a avenida como parte da Fernão dias uma vez q ela n tem estrutura nenhuma de rodovia, se existe uma estação q deveria se chamar Fernão dias na vdd deveria ser jardim julieta da L19 q está ao lado da última saída da Fernão dias sentido sp e poderia abrigar uma mini rodoviária/terminal de ônibus, a Fernão dias tá mto longe da estação, e a partir do momento q o pátio do metrô se tornar realidade, ele será o maior ponto de referência da região, aí o nome fa estação não terá mais sentido, e se for parar pra pensar essa estação será a única colada num pátio que não terá o nome do mesmo, evidenciando q a decisão não é tão inteligente assim, e q a birra política na vdd se deu pelo governo querer mudar a denominação mais de 10 anos após a decisão do nome dela

  2. Sou contra dar nome de pessoas para estações, pontes e viadutos. Devem sempre lembrar uma referência local ou bairros , assim facilita a vida de quem se locomove no dia a dia

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