Depois de um ano de testes, o monotrilho da Linha 15-Prata, enfim, começou a operar comercialmente nesta segunda, dia 10 de agosto. A 6ª linha de Metrô da cidade, no entanto, ainda funciona em horário reduzido, das 7 horas da manhã às 7 horas da noite. Mas o fato de estar interligada à rede do Metrô e da CPTM já mudou o panorama do curto trecho de apenas 2,9 km de extensão.
Reportagem do Bom dia São Paulo, da Rede Globo, mostrou que a primeira viagem entre Oratório e Vila Prudente teve uma boa quantidade de passageiros pagante – a linha passou a cobrar pela viagem, mas agora o usuário pode acessar a Linha 2-Verde sem precisar sair da estação.
Apesar do horário reduzido, o número de pessoas que podem se beneficiar da linha aumentou, o que comprova a necessidade de mobilidade que a região apresenta. O monotrilho, no entanto, parece não ter resolvido o problema de trepidação que aflinge o trecho. Durante a reportagem, era visível o sacolejo dos passageiros enquanto falavam com o repórter. O Metrô diz que estuda uma solução para amenizar o efeito, embora acredite que a situação irá melhorar à medida que mais pessoas usem o modal.
Ampliação atrasada
A Linha 15-Prata deve demorar a ser ampliada, infelizmente. Como as vias estão seccionadas entre as estações, será preciso concluir ao menos parte da estrutura da próxima estação, São Lucas, a fim de permitir que o monotrilho possa chegar a outras paradas, mais adiantadas. Isso, no entanto, não deve ocorrer tão cedo já que o consórcio que constrói o trecho precisa desviar um córrego na avenida Anhaia Mello. A estimativa é que a linha seja ampliada apenas em 2017.