Uma nova área com vestígios do “Quilombo do Saracura” deve postergar ainda mais a construção da estação 14 Bis, da Linha 6-Laranja. A descoberta ocorreu em março, em meio às obras de reforços do futuro poço da parada.
A existência do novo local motivou o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) a indeferir um pedido de retomada as escavações arqueológicas pela empresa A LASCA, contratada pela Acciona, responsável pelo construção do ramal.
A retirada de vestígios arqueológicos havia sido interrompida em 7 de fevereiro por conta do período de chuvas. Em carta, a A LASCA informou que já havia condições para voltar a remover os objetosapós a Acciona ter protegido os sítios arqueológicos.
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No entanto, durante atividades relacionadas à construção da estação, como remanejamento de tubulações e concretagem de lamelas, “foram identificados alguns materiais arqueológicos durante essas atividades, sendo os mesmos devidamente coletados e registrados. Além disso, identificou-se um novo bolsão de material arqueológico com materiais significativos para o contexto local, gerando a definição de uma nova área de resgate arqueológico”, explicou o IPHAN.
O IPHAN afirmou que a interrupção das atividades arqueológicas é provisória, a fim de permitir que outras instiuições e representantes da sociedade discutam os próximos passos.
Menos de 5% dos trabalhos executados
A área onde está localizada a estação 14 Bis era ocupada por vários imóveis, entre elas a sede da escola de samba Vai-Vai. Além disso, havia no local o córrego Saracura, que foi aterrado no passado. Segundo historiadores, o entorno da Avenida 9 de Julho e ruas Cardeal Leme, Lourenço Granato, entre outras, abrigou um quilombo de escravos negros que haviam fugido de fazendas e feiras em séculos passados.
A trabalho de preservação tem postergado as atividades de construção da estação 14 Bis, que é hoje a mais atrasada das 15 que irão compor o ramal a ser operado pela LinhaUni. Segundo a concessionária, menos de 5% do cronograma havia sido concluído até o momento. Como comparação, a futura estação Bela Vista, também nas proximidades, já atingiu mais de 33% das obras executadas.
O corpo principal da estação deverá ser preparado para a passagem do tatuzão sul, que hoje se encontra próximo à estação SESC Pompéia. Para chegar a 14 Bis, além de SESC Pompéia, o tatuzão passará pelas estações Perdizes, PUC-Cardoso de Almeida, FAAP-Pacaembu e Higienópolis-Mackenzie.
Dependendo do tempo de pausa nas atividades, a construtora terá de decidir uma forma de não prejudicar a implantação do restante do projeto. Na Linha 5-Lilás, o Metrô chegou a mudar sua estratégia na estação Campo Belo, também atrasada na época, passando com a tuneladora pelo local antes de completar a escavação dos poços.
A concessionária informou que segue todas as solicitações do IPHAN e que não houve nenhum dano ao material arqueológico encontrado no local. A Linha 6-Laranja tem previsão de ser aberta entre o fim de 2025 e começo de 2026.
A Acciona deveria avaliar o impacto disso pra seguir com a linha sem essa estação! Deixa essa estação pra depois! Não dá pro pessoal da Zona Norte ficar esperando pegar peça por peça desse sitio arqueológico pra ter transporte de qualidade para o centro da Cidade!
Arqueologia é um trabalho que demora um absurdo pra acontecer devido a fragilidade das coisas. Já que querem tempo pra poder avaliar o material que seja assim…Aí vamos ver se quem mora na estação com a linha literalmente passando embaixo dos seus pés vai ter essa paciência toda pra esperar esse trabalho acabar!
li nestes dias uma coisa interessante o brasil
é uma democracia aonde as coisas nao andam
a china é uma ditadura que a realidade muda to
do dia vejamos a santa ifigénia regiao central
e porque nao toda regiao da malha ferroviaria
paulista nestes locais tudo é tombado a 60 anoa
hoje voce anda por esses locais esta tudo tom
bado mesmo
Até aceito que se preserve o passado mas, não se pode impedir o futuro por algo que NÃO EXISTE MAIS. Esse Iphan não cuida do que está desmoronando na cabeça das pessoas mas, quer cuidar do que está enterrado a séculos. Vai entender!…
Esta palhaçada me fez lembrar da paralização da já atrasada obra de expansão da linha verde no complexo rapadura, devido à protestos contra a derrubada de árvores.
Ou seja, vamos atrasar a vida e o futuro de todos só para preservarem algumas árvores ou alguns objetos que relembram nossa vergonhosa história!