Projeto de lei propõe mudar nome da estação 14 Bis da Linha 6-Laranja mais uma vez

Deputado estadual quer incluir referência explícita ao Quilombo Saracura na denominação da futura estação do metrô

Canteiro de obras da estação 14 Bis-Saracura
Canteiro de obras da estação 14 Bis-Saracura (Willian Moreira)

Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) propõe alterar novamente o nome da futura estação 14 Bis-Saracura, da Linha 6-Laranja.

Protocolado pelo deputado estadual Luiz Fernando Teixeira Ferreira (PT), o PL 613/2026 sugere que a estação passe a se chamar “14 Bis-Quilombo Saracura”, acrescentando uma referência direta ao antigo quilombo que ocupava a região do atual bairro do Bixiga.

A proposta surge menos de dois anos após o governo do estado ter alterado a denominação originalmente prevista para a estação. Em 2024, o nome “Saracura” foi incorporado ao projeto após as escavações arqueológicas revelarem milhares de vestígios associados à ocupação histórica da área por populações negras.

Na justificativa do projeto, o parlamentar argumenta que a inclusão da palavra “quilombo” daria maior visibilidade ao significado histórico do local e ao papel desempenhado pela comunidade negra na formação cultural da região central de São Paulo.

Canteiro de obras da estação 14 Bis-Saracura (Linha Uni)

A futura estação tornou-se um dos pontos mais sensíveis das obras da Linha 6-Laranja justamente por causa das descobertas arqueológicas. As atividades de escavação permaneceram condicionadas ao acompanhamento doInstituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que somente neste ano autorizou a retomada plena das obras após a conclusão de etapas do trabalho arqueológico.

O impacto desse processo pode ser observado no avanço físico do empreendimento. Segundo dados divulgados recentemente pela Linha Uni, concessionária responsável pela implantação do ramal, a estação 14 Bis-Saracura registrava apenas 15,11% de execução, tornando-se a mais atrasada da primeira fase da Linha 6. Em contraste, outras estações do trecho já superam 90% de avanço.

As descobertas também levaram a mudanças no projeto original. A concessionária decidiu substituir parte dos acessos subterrâneos previstos inicialmente por passarelas elevadas, reduzindo a necessidade de novas escavações e diminuindo o risco de interferência em áreas com potencial arqueológico.

Apesar dos atrasos, o governo paulista continua incluindo a estação nos planos de inauguração da segunda etapa operacional da Linha 6-Laranja, prevista para 2027. O cronograma, no entanto, é visto com ceticismo por especialistas do setor diante do estágio atual das obras. Documentos analisados anteriormente pelo MetrôCPTM apontavam a conclusão da estação apenas em 2029.

 

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Ligeiro
Ligeiro
2 dias atrás

Pensando em ir no “Ideias Legislativas” e sugerir a seguinte lei: se um político quiser, ele mesmo pode ceder “name rights”, mas é proíbido ceder novos nomes a equipamentos públicos.

Falando mais sério, a lei seria assim: Os nomes de vias e equipamentos devem ser cedidos geralmente baseados na cultura local, preferencialmente sem nominação póstuma de pessoas relevantes com tal uso de nome só pode ser feito nas seguintes condições:

A – Não ter passagem pela polícia ou justiça como réu e/ou culpado [exceção se for perseguido social e fora comprovado que sofreu assédio judicial]
B – A nominação baseada será só feito após 2 ou mais anos pós-mortem.).
C- A pessoa não pode ter tido relações criminais conhecidas (como por exemplo ter participado de equipe da ditadura, facção criminosa, contravenções diversas, etc…)

Tal nominação de equipamento público pode ser baseada nas seguintes condições:

1) Algo relacionado a via (exemplo: árvores nativas, animais comuns no local, definição genérica de alguma empresa ou autarquia, etc…)
2) Algo relacionado ao bairro
3) Aplicando a regra do pós-mortem de 2 anos: pessoa relevante ao equipamento / via / bairro / região que atendeu as condições postas anteriormente. Exemplos: antigo morador, membro de grupo comunitário, membro de partido político (Exceto se comprovado que o partido teve problemas sérios e/ou que atentou contra o próprio serviço público [como golpistas]), membro de serviço público com notória carreira (Exceto membro de serviço militar).

Benedito Calixto
Benedito Calixto
2 dias atrás

Coloquem o nome “Lixão das Quinquilharias”, nunca vi um “sítio arqueológico” com tanta porcaria igual a esse: pedaço de braço de boneca, ferro a vapor, futebol de botão, etc, só coisa inútil kkkkkkk

kiritsu
kiritsu
2 dias atrás
Responder para  Benedito Calixto

Você é arqueólogo?

Ivo
Ivo
1 dia atrás
Responder para  kiritsu

Não existe um único estudo que indique a existência de um Quilombo na região da estação.

Esse barulho todo foi só dedução por terem encontrado artefatos diversos (incluindo artigos religiosos de origem africana) em uma antiga instalação de esgoto abandonada na região.

Há uma forçação de barra de um grupo para reescrever a história do Bixiga.

José
José
1 dia atrás
Responder para  Benedito Calixto

Que fala infeliz e racista, essa região e inclusive a liberdade hoje é reflexo do apagamento da história negra

Santiago
Santiago
2 dias atrás

Aonde estão as redes sociais???
Deveriamos começar a expor ao ridiculo os nomes de parlamentares que promovem essas idiotices, e transformá-los na piada sem graça que eles de fato são.
Esses indivíduos nos custam muito caro, pra não produzirem nada útil e ainda rirem das nossas caras.
Se querem tanto causar, e aparecer sem ter mérito algum, vamos então torná-los “famosos” pelos inúteis que eles são.
Quem sabe assim eles recolham-se às suas tocas, e parem de nos importunar com palhaçadas desse tipo.

kiritsu
kiritsu
2 dias atrás

Homenagens em nome de estação de metrô deveria ser proíbido, virou bagunça e agora querem modificar tudo sem necessidade

José
José
1 dia atrás
Responder para  kiritsu

Porque homenagear um quilombo não é importante, você sabe o que é um quilombo?

Daniel
Daniel
17 horas atrás
Responder para  José

Eu sei o que é e digo que não deve estar em nome de estação, já que não é ponto de referência no bairro! Assim como não tem que ter nome de pessoa, político, time de futebol, etc. Estação ferroviária/ metroferroviária é ponto de referência, não homenagem. Quer homenagear, faz museu. Mas isso é caro, demora e não rende visibilidade imediata que político quer

Metox
Metox
1 dia atrás

E mais um episódio da série “sem o que fazer”.

Queria um reembolso do imposto que paga este indivíduo.

Mario
Mario
1 dia atrás

Vocês têm mais informações sobre a construção da estação? No site da Linha Uni continua 15,11% mais de dois meses depois do Iphan liberar a retomada das obras. Li aqui no site que eles estavam “preparando o canteiro” para as obras, mas essa demora é esperada? Obrigado.

tiago
tiago
1 dia atrás
Responder para  Mario

Agora é foco total em terminar a pré-pré-pré inauguração das outras antes do período eleitoral. Essa aí é caso perdido, deixa pro fim do outro mandato

Fernando
Fernando
1 dia atrás
Responder para  Mario

Passo por lá e tenho notado um maquinário diferente do que tinha antes da liberação para a retomada das obras, inclusive escavações. Clima de “agora vai”, mas acho que, pelo andar da carruagem, essa estação vai ser inaugurada junto do tramo oeste (até Velha Campinas) e leste (até Parque da Mooca)

Metox
Metox
1 dia atrás
Responder para  Fernando

Parque da Mooca já acho um pouco de mais. Mas conhecendo a parada em questao. É possível sair por último mesmo.

Santiago
Santiago
1 dia atrás
Responder para  Mario

Se a escavação do poço não alcançar o túnel antes que o trecho Higienopolis-São Joaquim comece a operar, o risco é de que a estação 14 Bis ganhe o nome de “a estação que era pra haver, mas nunca houve”.

Santiago
Santiago
23 horas atrás

– As pessoas que vão ali dirigem-se ao bairro do Bixiga, e não ao quilombo Saracura.
– O logradouro de referência ali é a Praça 14 Bis, e não o quilombo Saracura.
– A estação projetada ali é pra atender o Bixiga e o seu entorno, além de integrar o Metrô com o Corredor 9 de Julho, e não pra atender o quilombo Saracura.
– O que hoje existe ali é a Praça 14 Bis que fica no bairro do Bixiga, e não mais o quilombo Saracura.

Existem várias maneiras inteligentes e educativas de se resgatar as memórias historicas do nosso País, porém tirar de contexto nomes de estações não é uma delas.

Daniel
Daniel
17 horas atrás

O certo: Museu 14-Bis. Aí o museu recebe o nome que quiserem e a cidade ainda ganha um equipamento cultural novo. Mas os divertidsmente desse bando de parlamentar inútil e míope, que só presta pra gravar vídeo de rua asfaltada e mudar nome de rua, são incapazes de pensar em algo tão revolucionário

Beyond
Beyond
25 minutos atrás

Falta só que fazer , daqui a pouco essa estação terá um nome maior do que Dom Pedro