A construção da Linha 19-Celeste entre Bosque Maia e Anhangabaú demandará o aumento da frota de trens por parte do Metrô de São Paulo. O ramal deverá ter 31 novas composições exclusivas.
Os novos trens da Linha 19-Celeste deverão ser equipados com tecnologia de ponta e já inclui em seu projeto a operação totalmente desassistida por operadores e funcionários. É o chamado UTO (Unattended Train Operation).
Cada trem será composto por seis carros fabricados em aço inoxidável. Cada composição terá 220 assentos e dois espaços para cadeiras de rodas. A capacidade dos trens será de 1523 passageiros (6 pass/m²) e 1957 passageiros (8 pass/m²).

As composições terão passagem livre entre os carros, permitindo a distribuição de passageiros sem a necessidade de sair do trem. A bitola utilizada será a internacional de 1,435 m e alimentação via catenária com 1500 Vcc com conexão por pantógrafo.
A composição será equipada com sistema de sinalização CBTC de bloco móvel. O trem terá consoles compactos nas extremidades permitindo a condução automática, semi-automática (MCS) e manual em caso de necessidade.

A velocidade máxima dos trens será de 80 km/h com aceleração de 1,12 m/s². O tempo para se atingir a velocidade máxima será de 33 segundos em condição de 8 pass/m²
A carga máxima do trem será de 17 toneladas por eixo em condição limite de 10 pass/m². Este requisito tem sido adotado nas novas composições do metrô que terão como característica um baixo peso.

A compra dos novos trens ainda não tem previsão de ser realizada. Atualmente a Linha 19-Celeste segue na contratação do projeto executivo e obras civis que poderá ser formalizada ainda primeiro semestre de 2025.
Veja as características técnicas dos futuros trens da Linha 19-Celeste
- Nível de automação do Material Rodante (IEC PAS 62267) UTO – GOA4 (Nível 4) (Unattended Train Operation), o qual é caracterizado pela ausência de condutor e de atendente a bordo do trem.
- Estrutura da caixa e chapa de acabamento em Aço Inox
- Tensão (nominal) de alimentação elétrica por catenária em 1.500Vcc
- Quantidade de eixos no trem: 22 eixos motorizados e 2 eixos livres, sem tração e freio
- Console nos carros de Extremidades Carro A – Console escamoteável
- Bitola nominal do rodeiro: 1.435 mm
- Modos de Operação: Automático (CBTC), MCS e Manual.
- Carga máxima por eixo com carregamento (AW5): 17,0 toneladas
- Aceleração nominal de partida: 1,12 m/s²
- Aceleração de retomada para V ≥ 85 km/h: ≥ 0,20 m/s²
- Frenagem de serviço nominal (elétrica): 1,20 m/s²
- Frenagem de serviço nominal (atrito): 1,20 m/s²
- Frenagem de emergência nominal: 1,50 m/s²
- Velocidade operacional máxima: 80 km/h
- Velocidade máxima (projeto): 90 km/h
- Tempo máximo até atingir 80km/h a partir do repouso (AW4): 33 s
- Capacidade de transporte para carregamento AW3 / AW4. Considerar para cálculo de capacidade de transporte, de acordo com a norma NBR 12757, os assentos normais, preferenciais, dois obesos e dois cadeirantes: 1.523 / 1.957 passageiros (sentados + em pé)
- Quantidade mínima de assentos: 220 assentos + 2 cadeiras de rodas
- Rampa máxima da via (*): 5,0 %
- Raio mínimo de curva horizontal no pátio: 100 m
- Raio mínimo de curva horizontal nas mudanças de vias – AMVs: 190 m
- Raio mínimo de curva horizontal na Via Principal: 300 m
- Raio mínimo de curva vertical da via principal: 500 m
- Superelevação máxima: 150 mm
- Largura mínima da passagem entre carros (“Gangway”): 1.500 mm
É pra comemorar? Era melhor termos um Governo do estado sem governador, quem sabe? Automatizado.
Sim, trens com UTO são mais seguros e mais previsíveis, sem contar que esses trens podem ter tempo de intervalo muito menor por ser autônomo.
E o governo estadual sem governador, seria melhor já que nada vai passar no mandato inteiro, zerando a corrupção e zerando a chance de piorar a vida da população, tornando tudo mais previsível.