A Acciona, construtora responsável pelas obras da Linha 6-Laranja de metrô, concluiu a retirada do “motor” do Tatuzão Norte, uma imensa peça em formato de anel que tem a tarefa de movimentar o equipamento.
A remoção e içamento de dentro da estação Brasilândia ocorreu em 26 de março e foi divulgada nesta quarta-feira, 2.
Chamado de “acionamento”, o componente é formado por 14 motorredutores de 280 KW e 690 V e pesa mais de 178 toneladas.
A desmontagem da tuneladora chinesa teve início em 20 de fevereiro e deve durar cerca de dois meses, à medida que suas peças são separadas do conjunto.

O trabalho começou com a remoção da roda de corte, de mais de 200 toneladas, e que tem a função de escavar o subsolo, seja ele de terra ou rocha.
De toda a máquina, cerca de 30 peças são de grande porte, incluindo ainda escudos, reboques, o eretor, entre outros.
Nova missão na Linha 16-Violeta?
“A TBM Norte é um equipamento para realizar as escavações em solo, pesa 2 mil toneladas e tem 109 metros de extensão, com diâmetro de escavação de 10,6 metros. A máquina possui refeitório, cabine de enfermagem, esteira rolante para a retirada do material escavado, além de cabine de comando e equipamentos auxiliares”, disse a Linha Uni, concessionária responsável pela Linha 6.
Desde que partiu do VSE Tietê, em 15 de novembro de 2022, a tuneladora escavou 4.324 metros, instalando aneis de concreto pelo seu caminho. Ela passou pelas estações Freguesia do Ó, João Paulo I, Itaberaba-Hospital Vila Penteado e Maristela até chegar à Brasilândia.

A retirada do Tatuzão Norte é imprescindível para que a Accciona possa finalizar a estação assim como as vias do trecho até o VSE Tietê, instalando trilhos, sistemas e rede de alimentação de energia, entre outros.
Ao contrário de outros tatuzões paulistas que acabaram “aposentados”, a tuneladora da Acciona ficará preservada para uma eventual nova missão.
A grande chance é que a máquina seja usada nas escavações da Linha 16-Violeta, que está em meio a estudos. Isso, claro, se a Acciona vencer a concorrência.
Talvez ela poderá ser usada na escavação da Linha 19 – Celeste entre Jardim Julieta e Bosque Maia pois o solo de lá é o mesmo tipo que o da Freguesia do Ó.
A manchete deveria ser “Desmontada e sendo levada para X Escavação” – porque já deu muito tempo (2022-2025) para ter sido liberada outras escavações. É urgente na questão de metrô e mobilidade em SP, cada vez que se lê numa matéria (2025) as datas cada vez mais longínquas 2031, 2036, 2042… temos mão de obra, tecnologias, e verba pra que tivessem 10 TBMs (Tatuzão) ao mesmo tempo: L19, L20, L22, L16, L13, L20.