TrensRJ inicia limpeza intensiva dos trens após assumir rede ferroviária do Rio

Nova concessionária afirma que composições passarão por higienização mais frequente e promete melhorias graduais nos próximos anos

Funcionário da TrensRJ em meio à lavagem de trem
Funcionário da TrensRJ em meio à lavagem de trem (Reprodução/TV Globo)

Poucos dias após assumir a operação dos trens metropolitanos do Rio de Janeiro, a concessionária TrensRJ iniciou uma força-tarefa de limpeza das composições e estações da rede. A ação foi mostrada em reportagem da TV Globo, que acompanhou os trabalhos realizados pela nova operadora.

Segundo a concessionária, os trens passaram a receber procedimentos mais frequentes de higienização e limpeza interna. A reportagem também mostrou a aplicação de fragrâncias nas composições como parte da iniciativa voltada à melhoria da experiência dos passageiros.

De acordo com informações exibidas pelo Bom Dia Rio, a antiga operadora SuperVia realizava a higienização completa dos trens em intervalos que podiam chegar a 40 dias.

As ações ocorrem nos primeiros dias da nova concessão, iniciada oficialmente em 30 de maio. A TrensRJ substituiu a SuperVia após o processo de transferência da operação da rede ferroviária fluminense para o Consórcio Nova Via Mobilidade, único participante da licitação realizada pelo governo estadual.

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TrensRJ assumiu lugar da SuperVia (TrensRJ)

Embora as primeiras mudanças sejam mais visíveis na limpeza e comunicação com os passageiros, a nova concessionária afirma que os investimentos mais relevantes ocorrerão gradualmente ao longo dos próximos cinco anos.

Segundo a empresa, a primeira fase do programa de modernização será concentrada na recuperação da infraestrutura ferroviária, incluindo trilhos, dormentes, rede aérea e sistemas de sinalização. O plano prevê investimentos superiores a R$ 600 milhões.

Por enquanto, as condições comerciais permanecem inalteradas. Os cartões atualmente utilizados pelos passageiros continuam válidos, assim como as tarifas praticadas antes da mudança de operador.

A TrensRJ é responsável pela operação de uma das maiores redes ferroviárias urbanas do país, atendendo municípios da Região Metropolitana do Rio de Janeiro por meio dos ramais Deodoro, Santa Cruz, Japeri, Belford Roxo, Saracuruna, Paracambi, Guapimirim e Vila Inhomirim. A malha conecta áreas da capital fluminense a cidades como Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Mesquita, Nilópolis, São João de Meriti, Queimados, Japeri, Magé e Guapimirim.

A melhoria das condições de limpeza dos trens foi uma das principais reclamações dos passageiros nos últimos anos e surge como uma das primeiras medidas visíveis da nova gestão, que terá pela frente o desafio de recuperar a qualidade operacional de um sistema marcado por falhas, atrasos e problemas de manutenção acumulados ao longo da última década.

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FRANCISCO
FRANCISCO
2 dias atrás

As composições do metro do RJ também precisam dessa faxina com urgência, ONTEM estive no metro na linha vermelha, UM NOJO!!!! os trens não sabem o que é uma faxina a muito tempo, acabei encostando a mão na grelha no teto do sistema de ventilação e ficou negra, ou seja, o sistema de ventilação do ar não é limpo a muito tempo colocando em risco a saúde do usuário da linha, nunca nos esqueçamos do ex-ministro das comunicações (Sérgio) do governo FHC que contraiu uma doença pulmonar grave e morreu devido a falta de limpeza do sistema de ar-condicionado!!!!!!

Ivo
Ivo
1 dia atrás
Responder para  FRANCISCO

Isso é só no começo.

Depois quando a empresa sofrer com os frequentes furtos de cabos pelo crime organizado, vai começar a priorizar o funcionamento da rede a processos caros e complexos de limpeza.

Eis os números de cabos furtados no sistema de trens do Rio de Janeiro:

Quantidade de Cabos Furtados nos trens do Rio por ano
2020 – 7,4 quilômetros
2021 – 29 quilômetros
2022 – 95 quilômetros
2024 – 62 quilômetros
2025 – Não divulgado

A reposição do cabeamento por furto é custosa.

J. Alberto
J. Alberto
1 dia atrás
Responder para  Ivo

Bom… Pelo que se vê na grande imprensa sobre a atuação das forças de segurança em SP e no RJ, me arrisco a dizer que: se o RJ QUISER, ele consegue coibir a maior parte desses furtos. Lá as forças de segurança, quando tem carta branca pra atuar, não entram em ação pra brincadeira não. O problema lá é que quase nunca querem/podem. Em SP a questão dos furtos é mais complicada, já que existe uma pressão significativa de “setores da sociedade” sobre por quais meios atuam as forças de segurança de SP.

Ligeiro
Ligeiro
1 dia atrás
Responder para  J. Alberto

Engraçado pois parte das forças de segurança do Rio foram presas por colaboração com o crime na verdade. Gozado, né?

O problema da segurança pública é bem complexo e passa também por questões culturais. Tipo, “pressão significativa de ‘setores da sociedade'”… onde quer chegar com isso? Vamos dar nomes? Se fala de questões de direitos humanos e tal, só entrar na seguinte linha de raciocinio: “e se VOCÊ fosse um dia alvo de um policial corrupto e covarde que estivesse a ponto de te matar só porque você não deu dinheiro para pagar uma propina pq tava com o farol quebrado?”. “Ah, mas o bandido, o traficante, o dono do ferro velho…” Rapaz, a justiça e a polícia – não duvide – tem nomes e investigações em cima de muito disso e deixa passar só para pegar uma propina, quando não uma boca é de um (Ex-)policial ou militar, ou de alguém com força política suficiente para pagar propina.

E bem mais engraçado, Vocaro não foi coibido, Cláudio Castro também não, nem muito menos nenhum bolsonaro. E todos estes desviaram dinheiro e tudo mais. Precisou trocar de gestão e demorar 4 anos para pegar todos estes aí, ainda mais depois de trocar juízes e tudo mais…

É filho…

Galera na miséria rouba cabo e tá errado, ninguém tá renegando isso. Mas só lembrando que roubam cabos pq tem gente que compra. E quem compra tá lavando dinheiro de outra coisa, como tráfico, desvio de verbas de gabinete, armas desviadas do exército, terrenos grilados, jogo do bicho, etc…

J. Alberto
J. Alberto
42 segundos atrás
Responder para  Ligeiro

Você mesmo extraiu do meu comentário a resposta da tua pergunta. O problema passa também por questões culturais.

Que mais preciso elaborar? Nomes? Me parece que te agrada eleger bodes expiatórios. Um nome é um nome. O RJ está cheio de Josés, Joões e Marias civis que não confiam na polícia. E que herdaram esse comportamento de gerações. Como consequência disso, a polícia do RJ executa seu trabalho procurando transpor obstáculos produzidos por esse comportamento generalizado. A propósito, já esteve por lá alguma vez? Já em SP os civis e a polícia se comportam de formas distintas. Não necessariamente melhores ou piores, mas refletindo diferenças culturais. Com ambos os estados produzindo civis e policiais das melhores e piores laias possíveis.

Mas sendo bastante sincero agora, é muito cansativo discutir com gente que tem fixação em nomes. O Brasil está na situação que está justamente porque milhões tem fixação em nomes, antes, durante, e depois da eleição. Quantas vezes mais tiraremos um, dois, cinco nomes do crime das ruas para aparecerem outros no lugar logo em seguida? 25% do século 21 já é passado. Eu não quero mais saber desses nomes que aí estão desde 1980 e bolinha, nem dos filhos deles, nem de como eles enxergam o mundo. O brasileiro é um povo trabalhador, criativo e culturado e não merece ser governado como se estivesse no Afeganistão. Não só por não merecer, mas pela história demonstrar que, considerando a situação das massas atualmente subrepresentadas das maiores cidades, vai se criando um clima terrível semelhante ao das revoltas dos anos 1920. Quanto mais rejeitamos nosso papel cívico, mais tijolos vão edificando essa nova República Velha que está aí.

Renato
Renato
1 dia atrás

Toda vassoura nova varre bem, vamos ver daqui a 5 anos.

Esses valores de investimentos é mto pouco perto do que as concessionarias daqui tiveram que investir e olha que aqui o serviço continua ruim, mas pela gestão ruim mesmo

Lucas
Lucas
1 dia atrás

ViaMobilidade podia seguir o exemplo

Ligeiro
Ligeiro
1 dia atrás
Responder para  Lucas

Nem inibir passe pirata de estação eles conseguem…

Ivo
Ivo
1 dia atrás
Responder para  Ligeiro

Inibir passe pirata é atribuição exclusiva das forças de segurança pública, não de concessionárias de serviços públicos.

Ivo
Ivo
1 dia atrás
Responder para  Lucas

A CPTM entregou o Pátio de Presidente Altino fora das normas ambientais vigentes. Lavar trens sem seguir as normas ambientais é proibido.

Por isso a concessionária está investindo na recuperação do lavador de Presidente Altino (que a CPTM abandonou após licitar sem sucesso sua reforma). Para lavar os trens, é preciso ter a coleta da água usada no processo coletada e tratada em estação de tratamento de água própria.

Guile
Guile
9 horas atrás
Responder para  Ivo

A única coisa que não funcionava no lavador era o modo de limpeza automática. No restante havia captação e tratamento de água servida, incluindo até das lavagens de motor. Teve até reportagem na TV mostrando isso.